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Geografia Chinesa

 

Ponto mais elevado: monte Qomolangma* (8.848 m).

Rios principais: Chang Jiang (Yang Tse), Huang Ho (rio Amarelo), Si Jiang (rio do Oeste), Heilong (Amur).

A geografia chinesa tem três características principais:

1. Vários tipos de terras: vastas áreas de terras cultiváveis, florestas, pastos, desertos e zonas sujeitas a inundações.
2. Muitas montanhas e planaltos, com menos planícies e depressões.
3. A distribuição dos tipos diferentes de terras é bem desequilibrada. A maioria das terras cultiváveis se distribui no oeste; os pastos localizam-se principalmente no norte e no oeste; as florestas se localizam nas áreas remotas no nordeste e no sudoeste.

O relevo divide o país em três regiões:

- Ásia Central chinesa, com planaltos elevados e onde predominam as estepes e pradarias;
- China do Norte, com as planícies da Manchúria e do Hoang-Ho, onde se produzem cereais e algodão e se exploram as jazidas de ferro e carvão;
- China do Sul, atravessada pelos rios Chang Jiang (Yang Tze) e Xi Jiang (rio do Oeste), possui um clima de monção e produz arroz, chá, amendoim e algodão. Para os olhos ocidentais, os arrozais e as encostas talhadas em socalcos constituem os traços mais característicos da verdejante paisagem dessa região.

 

Planalto de Qingzang

O Planalto de Qingzang é a parte mais alta da China, onde distribuem-se muitas montanhas altas e glaciares. A altitude média do Planalto excede 4.000 metros acima do nível do mar. O monte principal dos Himalaias, chamado Qomolangma, de 8.848 metros de altura, é o monte mais alto do mundo. No seu território e na sua fronteira, a China possui 7 montes que são de altitudes maior que 7.000 metros acima do nível do mar.

 

Os rios

Há também muitos rios na China. Alguns rios principais nascem no Planalto de Qingzang e atingem o mar. Por causa da queda acentuada dos rios, a China possui recursos hidrelétricos abundantes.

O Rio Yarlungzangbo passa através do Planalto de Qingzang, pela maior garganta do mundo, a Garganta do Rio Yarlungzangbo, a qual tem 504,6 km de largura e 6.009 metros de altura.

O Rio Yangzi, de 6.300 km, é o rio mais longo da China. Descendo o rio, encontra-se um clima quente e úmido, com chuva abundante e terras férteis, o que torna as áreas uma região agrícola importante. O Rio Yangzi é também a via fluvial principal.

O Rio Amarelo é o segundo maior rio na China. É onde se originou a cultura chinesa. Mas hoje, ele tem um sério problema de falta de água.

Há também um rio artificial importante na China: o Grande Canal. A escavação do Grande Canal começou no século cinco Antes de Cristo. O canal começa em Beijing, desce ao sul, sendo 1.801 km até a cidade Hangzhou na Província ZheJiang, conectando-se cinco rios importantes, incluindo o Rio Yangzi e o Rio Amarelo. Ele é o maior e o mais antigo canal do mundo.

 

A Terra

A quantidade absoluta de terras cultiváveis, florestas e pastos é bem alta na China; mas por causa da grande população, a quantidade média per capita é bem pouca, especialmente a de terra cultivável. A quantidade média de terra cultivável per capita na China é somente 0,08 hectares, um terço do nível médio mundial.

 

O problema com desertos

Na China há problemas sérios com vastos desertos, e aí, a expansão dos desertos. A área de deserto, de 1.690.000 Km2, que significa 17,6% do território chinês, já tinha excedido a área de terra cultivável total. Nas duas décadas passadas, os desertos se expandiram a uma velocidade de 2.460 quilômetros quadrados por ano. A perda anual causada pela expansão dos desertos era 54 bilhões de RMB (moeda chinesa, 1 dólar é cerca de 8,3 RMB). Diminuir a expansão dos desertos e salvar a terra tinham se tornado uma tarefa urgente na China.

 

Recursos naturais

A China possui grandes reservas de petróleo, carvão e ferro e muitas outras matérias-primas. A maior parte do desenvolvimento industrial verifica-se no litoral ou próximo deste (por exemplo, Cantão e Xangai) e junto das principais fontes de abastecimento de combustíveis ou de outros recursos.

 

* O Monte Qomolangma tem um nome mais popular no ocidente: o Monte Everest, que foi dado por causa do inglês Everest porque ele "descobriu" o monte no meio do século 19; mas o monte já tinha seu nome: Qomolangma, significando "a deusa" na língua tibetana. Deste o começo do século 18, o nome Qomolangma já aparece em mapas chineses. Nos mapas feitos em 1719 e em 1721 pelo imperador chinês Kang Xi da Dinastia Qing (1644 - 1911), o monte já era marcado com o nome Qomolangma em chinês e na língua manchu (isto porque o governo era manchu).

 

 


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