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| Zhao Gu Niao - o pássaro que procura a cunhada - O Cuco
Elas continuaram procurando no monte, mas viram somente carvalhos, sem amoreiras. O sol se pôs atrás do monte. A noite caiu. A lua subiu por cima das árvores. O cesto estava vazio, a nora começou a chorar. O vento estava soprando, a água do rio estava cantando. De repente, a filha levantou a cabeça e gritou para o monte: "O Deus do monte! Se você tornar os carvalhos em amoreiras, vou me casar contigo!" As folhas dos carvalhos começaram a se bater. A filha gritou de novo: "O Deus do monte! Se você tornar os carvalhos em amoreiras, vou me casar contigo!" Os carvalhos estavam fazendo mais barulho ao vento. A filha já se decidiu e gritou de novo: "O Deus do monte! Se você tornar os carvalhos em amoreiras, vou me casar contigo!" Depois do terceiro grito da filha, começou de repente um turbilhão; o céu se cobriu de nuvens, e a terra escureceu. As folhas das árvores estava fazendo muito barulho. Um momento depois, o vento parou, a lua brilhou de novo, os montes estavam cobertos de amoreiras, e sumiram todos os carvalhos. As duas moças ficaram tão felizes e começaram a pegar as folhas das amoreiras. As folhas eram tão grandes, toda folha tinha o tamanho da mão. Logo o cesto ficou cheio. Elas carregaram o cesto e desceram o monte. A velha estava se preocupada em casa, porque não achava mais sua filha. Vendo que a filha estava voltando, ela ficou tão feliz como se tivesse encontrado uma grande riqueza. Apesar da nora voltar com bastante folhas de amoras, a velha ficou muito brava com ela e disse que ela não poderia levar sua filha. Finalmente, a velha mandou a nora cuidar dos bichos-de-seda à noite e ela nem pôde dormir. No dia seguinte, a nora subiu o monte de novo para pegar folhas de amoras, a filha da velha levou de novo panquecas para ela. Os montes estavam cheios de amoreiras, não se via mais nenhum carvalho. Alguns dias depois, os bichos-de-seda fizeram casulos. Um dia, quando a filha e a nora estavam trabalhando nos casulos, uma grande nuvem preta veio do noroeste, e seguindo a nuvem, um forte vento escuro. As arvores estava balançando, tanto que puxaram as raízes para fora da terra. O vento chegou perto, levantou o telhado, e pegou a filha. A nora ficou chocada. Ela pulou no vento escuro e procurou sua cunhada. Os ramos das árvores caindo batiam no seu corpo, as pedras levantadas pelo vento machucavam suas mãos. Ela caiu muitas vezes no chão, mas ela se levantou, continuou correndo atrás do vento e gritou: "O Deus do monte, deixe minha cunhada!" O vento escuro entrou nos montes, a nora o seguiu nos montes. Mas as amoreiras bloqueavam sua vista. De repente, o vento sumiu. A nora ficou nos montes procurando, os sapatos se gastaram. A nora ficou procurando, de dia, de noite, suas roupas se rasgaram pelas árvores. O verão passou, veio o outono; o outono passou, o inverno estava chegando. Todas as ervas nos montes sabiam que a nora estava procurando sua cunhada, elas puseram suas folhas no chão para proteger os pés da nora. Todas as árvores dos montes sabiam que a nora estava procurando sua cunhada, elas baixavam os ramos para que suas frutas ficassem mais perto da nora. Todos os pássaros nos montes sabiam que a nora estava procurando sua cunhada, eles tiravam suas penas e as jogavam para a nora, para que ela pudesse passar o inverno quentinha. As penas voavam ao redor da nora, levemente, bem com a neve; finalmente, elas cobriram a nora completamente.
O inverno frio passou, a bela primavera chegou de novo. O belo passarinho voava em cima das amoreiras e cantava: "Zhao Gu! Zhao Gu!" Ela passava pelo pomar florido e cantava: "Zhao Gu! Zhao Gu!" Ela passava pelos campos verdes, voava abaixo das nuvens brancas da primavera, e cantava o tempo todo: "Zhao Gu! Zhao Gu!" Meses passaram, anos passaram, todas as pessoas sabiam que ela estava procurando a cunhada. As pessoas ficavam com muita pena dela, e a chamava de Zhao Gu Niao - o pássaro que procura a cunhada, que é o Cuco. |
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