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O nascimento de novos tipos de músicas
e o novo desenvolvimento dos instrumentos musicais
(960 - 1911)

 

Esta época consiste das dinastias Song (960 - 1279), Yuan (1271 - 1368), Ming (1368 - 1644) e Qing (1644 - 1911). Neste período, não só as músicas principais anteriores continuaram se desenvolvendo, mas também nasceram muitos novos tipos de músicas, ambas a música vocal e a música instrumental avançaram muito e formaram a base da música chinesa moderna.

Como nós falamos acima, antigamente a música era um luxo limitado à classe mais alta. Isso mudou nas dinastias Sui e Tang, nas quais a música se espalhou gradualmente para as classes mais baixas. Nas feiras dos templos, começaram a aparecer atividades musicais para o povo; em restaurantes também havia performances de canto para os clientes. Depois da Dinastia Song, a situação melhorou: por causa do desenvolvimento da industria e do comércio, o mercado estava muito próspero, surgiram neste período lugares de espetáclos para o público. A história da música mudou neste ponto: antes da Dinastia Song, a música significava as performances imperiais; e depois da Dinastia Song, a música foi representada pela música do povo, que aparecia nos mercados, restaurantes e casas de chá. Para a história, a música imperial não era mais importante.

As performances do povo no mercado consistiram de uma boa variedade: diversos tipos de músicas e óperas, cantos, danças, histórias cantadas, comédias, e acrobacias, etc. A música, inclusive o conteúdo e a forma, estava mudando continuamente no mercado.

Um tipo de ópera poética surgiu neste período no norte da China e se chamou Za Ju; era uma combinação de música, dança, canto, comédia e acrobacia. Ele consistia de três partes: a primeira parte era introdutória, que apresentava coisas acontecendo diariamente na vida; a segunda era a parte principal, que apresentava histórias, cantos e danças; a terceira era uma parte engraçada, que consistia de piadas, performances divertidas e acrobacias. As músicas utilizadas em Za Ju vieram de origens diferentes, tanto da música imperial quanto da música folclórica.

No século 12, apareceu no sul da China um novo tipo de ópera, chamada de Nan Xi - "a Ópera do Sul". Essa nova ópera do sul era diferente da do norte, ela abandonou a estrutura de três partes de Za Ju e se concentrou em contar histórias. Em Za Ju, somente o principal personagem podia cantar; em Nan Xi, todos os personagens podiam cantar; aí surgiram outras formas de canto: solo, coro, e diálogos cantados. A forma de expressão musical se ampliou.

Na Dinastia Yuan (1271 - 1368), apareceu uma nova ópera: Za Ju de Yuan, ela era diferente de Za Ju de Song ou de Nan Xi. Za Ju de Yuan consistia de quatro atos e um prólogo. Ambas, a trama e a melodia de Za Ju de Yuan eram bem elevadas. Conduzida pela Za Ju, a arte de ópera chegou a um ponto alto. Muitos libretos dessa época passaram gerações e gerações, e ainda estão vivos no palco.

Mas Nan Xi existia ao mesmo tempo, e uma coisa que deixou Nan Xi mais forte que Za Ju de Yuan foi que em Nan Xi, todos os personagens podiam cantar, quando em Za Ju somente o personagem principal podia. Depois que o governo de Yuan reuniu o norte e o sul, Za Ju de Yuan entrou no sul e quase substituiu Nan Xi. Mas no meio de Yuan, com a forma mais livre, Nan Xi primeiro se misturou com Za Ju e combinou as vantagens das duas. Za Ju começou aí a declinar.

Ao longo do desenvolvimento da arte da ópera, apareceu a primeira monografia sobre a teoria da atuação da ópera, que é Chang Lun - "a Teoria de Cantar", escrito por Yan Nanzhian. E Zhong Yuan Yin Yun - "a Fonética do Centro", escrito por Zhou Deqing, é o primeiro livro sobre a fonologia do norte; ele classificou a pronúncia da língua do norte em quatro tons, que teve grande influência sobre a pesquisa da fonologia e o desenvolvimento da música e da ópera mais tarde.

Até hoje, a música do norte e a do sul da China são diferentes: a música do norte é mais forte e vigorosa, a do sul é mais branda. Esta diferença provavelmente veio dessa época. Algumas músicas de Za Ju de Song foram mantidas e existem na música de hoje do sul.

Um outro tipo de música que se desenvolveu obviamente depois de Song é a música "dos intelectuais", que é normalmente a música de Qin. Depois de Song, Qin tornou-se muito popular entre os intelectuais e virou quase o instrumento específico dos intelectuais. Diversas escolas de música de Qin se formaram neste período. E várias músicas sobreviveram até hoje. Mais tarde, depois da Dinastia Ming (1368 - 1644), partituras de Qin foram impressas em grande quantidade, e além de músicas, essas partituras normalmente incluem também introduções de Qin, das técnicas de tocar e das teorias estéticas. Com grande esforço de músicos modernos, essas partituras já foram interpretadas. O fenômeno da popularidade de Qin construiu uma página especial na história da música chinesa.

Depois da Dinastia Song, os instrumentos musicais continuaram a se desenvolver, inclusive Bi Li (um instrumento de sopro), Pi Pa, Zheng, Flauta, Sheng e Xiao (ambos são instrumentos musicais de sopro), etc; e todos eles servem para o solo. Diversos instrumentos musicais novos surgiram na Dinastia Song, o mais importante e influente é Xi Qin. Xi Qin é também "importado", ele é a ascendência de Hu Qin, que é uma categoria importante de instrumentos musicais de duas cordas. Na Dinastia Song, Xi Qin já era um membro da banda imperial e uma banda podia ter até 11 Xi Qin.

Nas dinastias Ming (1368 - 1644) e Qing (1644 - 1911), a ópera e a performance de Shuo Chang - "a história cantada" - tornaram-se cada vez mais ricas, e viraram as duas maiores formas de músicas. As performances de Shuo Chang mais típicas são Tan Ci do sul e Da Gu do norte. Tan Ci usa normalmente Pi Pa e San Xian (um instrumento de corda) para acompanhar o canto, emquanto Da Gu usa principalmente o tambor, San Xian e Ban (normalmente feito de bambu e é utilizado para marcar o compasso).

Muitos programas de Shuo Chang das dinastias Ming e Qing têm sido mantidos até hoje. Durante os últimos séculos, talvez eles também tenham mudado. Mas porque essas músicas foram passadas de geração para geração sem partitura, não se pode provar mais as possíveis mudanças.

No meio do século 17, o fim da Dinastia Ming e o começo da Dinastia Qing, novas óperas locais surgiram em todas as áreas, e muitas delas existem até hoje.

Até o meio do século 17, usavam-se a flauta, o tambor e Ban (normalmente feito de bambu e é utilizado para marcar o compasso) para acompanhar a ópera; desde o meio do século 17, usam-se também vários instrumentos de percussão, como o gongo, os pratos, e tambores variados, etc. Daí, os instrumentos de percussão começaram a ter uma posição decisiva na música de ópera. Depois da Dinastia Qing, os principais instrumentos musicais da ópera são instrumentos de percussão e instrumentos de cordas.

 

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Qin

Performances no mercado

Sheng

ópera de Ming e Qing

Kun Qu do sul

San Xian

Tan Ci

 


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