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A cidade de Qingdao

 

Meu passeio no Monte Lao

O portão do Templo Taoista Shang Qing Entrei no Monte Lao a pé.

Desci do ônibus ao pé do monte. Fiquei procurando pela entrada mas não achei. Pareceu-me que eu devesse entrar pelo pedágio. Ficando numa fila de carros, pensei: "Esse lugar é meio estranho."

Dentro do quiosque, o caixa ficou mais confuso que eu ao ver uma pessoa a pé na fila. Ele me perguntou: "Onde está seu carro?"
"Não tenho carro."
"Não tem carro? De que você vai entrar?"
"A pé."
"A pé?" Arregalou os olhos, "Daí, é longe."
"Tudo bem."

Ele olhou para mim, ficou pensando por um momento e falou: "Vá. Você não precisa pagar."
"Não preciso?" Não acreditei no que eu ouvi.
"Não." Abanou a cabeça, "É difícil saber se você vai chegar lá."

Ah! Achei muito legal.

Assim começou a minha caminhada sem pagar. Por um lado, agradeci o carinho dele; por outro lado, achei que ele me menosprezou. Embora eu não soubesse quantos quilômetros havia do pedágio ao primeiro templo, acreditei que eu chegaria se quisesse. É além de tudo: como ele mostrou uma bomdade tão duro!

O caminho era circundando o monte. Um lado do caminho era de rochas, e o outro lado era o mar, o mar de outono. A brisa do mar passava pelo meu rosto, com um cheiro de mar, era muito fresca. O sol de outono refletia na superfície do mar, brilhando.

Portão do Templo Taoista Shang Qing Na verdade, o caminho foi desenhado para carros em vez de pedestres. A calçada era muito estreita, bem perto da grade de proteção. Fora da grade, brilhava o mar.

Apesar disso, foi um passeio muito gostoso. Fui para Qingdao porque eu estava de mau humor. Ficando na frente do mar, melhorei. A vastidão e o silêncio do mar me acalmaram muito.

No meu passeio, paravam sempre carros, perguntando se eu queria subir juntos. Um táxi parou três vezes. O motorista insistiu em me levar para o estacionamento em cima do monte, de graça. Fiquei explicando que eu estava com vontade de andar a pé, mas ele não acreditou.

No final, cheguei no estacionamento em cima do monte. Ao chegar, recebi muitos cumprimentos. Um motorista me falou: "A gente já tinha falado muito sobre você, e na verdade, estamos esperando, só para dar uma olhada." Perguntaram também, se eu era uma estudante e não tinha dinheiro para tomar táxi. Não falei para ninguém que eu trabalhava na Siemens como especialista de marketing e recebia um bom salário.

O final, o bilheteiro me parou e pediu o meu bilhete. Comprei um bilhete, e expliquei: "Seu irmão lá de baixo não quis me vender bilhete porque não acreditou que eu pudesse chegar a pé." "Você chegou a pé?"

Ah, chega!

Tive um dia interessante no monte. Foi um dia lindo, um dia calmo. Visitei dois templos, os quais ficam perto do lado em que eu subi, fiquei olhando o mar de cima, encontrei um adivinhador cego que me falou sobre o meu futuro. O dia me agradou.

Na volta, desci do carro daquele motorista que tinha me convidado três vezes quando eu estava subindo o monte. Ele insistiu em me dar um desconto de 25%. Conversei muito com ele.

Vista do mar Ele me falou, que eu tinha andado por mais ou menos nove quilômetros. Na verdade, depois de receber tantos cumprimentos, fiquei desapontada ao ouvir isso: nove quilômetros só! Aí, perguntei porque tudo mundo ficou surpreso: nove quilômetros não é uma longa distância. Ele sorriu e disse: "As pessoas são preguiçosas hoje em dia. Antigamente, nove quilômetros não eram nada para mim. Mas desde que eu tenho carro, não dá mais. É muito longe."

Na verdade, a caminhada subindo o monte foi muito boa, embora ele não entendesse. Encarando o mar vasto, percebi que todos os problemas na vida poderiam passar num dia. A vida, na verdade, pode ser tão ampla quanto o mar.

As fotos de cima para baixo:
1. O portão do Templo Taoista Shang Qing.
2. O portão do Templo Taoista Shang Qing.
3. Tive uma boa vista no caminho subindo o monte. As pessoas de lá eram pescadores. Agora muitas delas estão trabalhando como motoristas de táxi ou na indústria turista.

 

 

 


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